Caranguejeira desperta curiosidade do dono
''A caranguejeira não é um animal de estimação. Ela não é como um cachorro, não te atende quando você chama pelo nome, não tem carinho. Ela só responde a estímulos'', afirma J.G.. A declaração do estudante faz despertar a pergunta inevitável: por que, então, manter um animal destes em casa? ''Não sei. É mais pela curiosidade, ter uma caranguejeira, mostrar para as pessoas'', admite o jovem.
O administrador de empresas Luiz Alberto da Silva explica que é esta vontade de estabelecer uma diferença que leva pessoas a preferirem cobras ou iguanas a cachorros e gatos. ''Tem gosto pra tudo. No caso das cobras, quem procura ter uma como animal de estimação, primeiro, não tem medo dela. Segundo, se a pessoa tem algum receio, após uma aula sobre o animal, uma demonstração, como as palestras que eu realizo, fica mais fácil alguém passar a admirar (a cobra). E, claro, tem gente que quer coisas diferentes, exóticas'', explica.
Luiz Alberto tem atualmente 15 cascavéis em casa, que, claro, não podem ser chamadas de animais de estimação. ''Utilizo as cobras para demonstrações, fico com ela dois, três meses, e mando para o Butantã'', explica. Ele já teve uma cobra asiática piton, mansa e não venenosa, como animal de estimação por quatro anos. ''Ganhei de um amigo de Catanduva (interior de São Paulo). Mas aí ela foi crescendo demais. Primeiro, eu dava ratos de laboratório para ela comer. Depois, porquinhos da Índia. Quando ia ser necessário começar a comprar coelhos para alimentá-la, decidi dar a cobra para um amigo de Curitiba'', lembra Luiz Alberto.
Não existe mesmo argumento mais razoável para a devoção por cobras, iguanas e caranguejeiras que não seja o gosto pelo inusitado. E geralmente essa paixão não pára por aí. Vinícius sonha ter uma águia. ''Um dia vou ter uma onça'', promete Frederico. Haja amor pelos animais.





