Precisamos mudar a realidade que aponta que valemos quanto ganhamos. Enquanto prevalecerem os valores daquilo que o mercado estabelece como importante, aliciando as mentes e afastando a reflexão, teremos o mesmo quadro.
  Não podemos nos contentar com uma sociedade que valoriza excessivamente alguém que tem talento com as bolas nos pés, pagando-lhe milhões por isso, e não valorizar quem estuda, quem vai para um mestrado e um doutorado e busca aprofundar conhecimentos e utilizá-los em benefício desta mesma sociedade.
  É uma sociedade do ‘‘show business’’, do supérfluo, do tornar tudo vendável e descartável, onde até as opções sexuais do tal jogador são mais importantes que
os problemas políticos que nela ocorrem.
  Para virar o jogo, escola, igreja, empresariado e famílias precisam agir. Nesse sentido, sou humanista. Chegou a hora de olhar o homem, a pessoa humana. Acredito que a base continua sendo ética e política, exigindo sempre fundamentos para nossa coexistência social.

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