Curitiba – O psicólogo curitibano Basileu Gomes de Menezes inventou um capacete que trata fobias através da realidade virtual. O equipamento, que ainda está em avaliação na Universidade Tuiuti, poderá ser testado a partir de agosto em pacientes que serão selecionados.
O capacete tem lentes especiais e fones de ouvido que, como nos jogos de videogame, reproduzem ambiente de lugares altos, para tratamento de acrofobia, e fechados, para tratar claustrofobia. O equipamento tem ainda um dispositivo ligado a uma placa que permite mudança na perspectiva do olhar do paciente quando este vira a cabeça para cima, para baixo, ou para os lados. O objetivo do sistema é a imersão do paciente no ambiente fóbico. Enquanto a pessoa vivencia a situação, o terapeuta pode monitorar batimentos cardíacos e a temperatura da pele.
Basileu Gomes conta que sua formação inicial como analista de sistemas e o consequente acesso à tecnologia acabaram motivando o invento. Segundo ele, existem pesquisas sobre equipamentos semelhantes nos Estados Unidos e Espanha. O diferencial do sistema inventado aqui, segundo Gomes, é que ele é nove vezes mais barato.
O psicólogo explica que o tratamento das fobias utiliza basicamente duas técnicas. A imaginária, em que o paciente é estimulado a imaginar gradativamente a situação, causando maior ansiedade, e a real, onde ele é exposto à situação gradativamente. ‘‘O que ocorre é que há pacientes que não respondem à exposição imaginária e não suportam a exposição ao estímulo real. O equipamento é uma solução intermediária’’, explica.

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