Candidatos sairam do ar, ontem, de rádio e televisão
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quarta-feira, 31 de julho de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A ''bancada da latinha'' da Assembléia Legislativa foi forçada a largar o microfone, e parte agora para o corpo-a-corpo com o eleitor. Ontem foi o último dia permitido por lei para que eles apresentassem seus programas em rádio e televisão. Apesar de afirmarem que o espaço na mídia não garante voto, a despedida só ocorreu por força da lei.
Apresentador de programa policial na TV Iguaçu, o deputado Ricardo Chab (PMDB), que busca a reeleição, culpou os deputados federais responsáveis pela elaboração das leis pela obrigatoriedade de deixar o programa dois meses antes das eleições de 6 de outubro.
Algaci Túlio (PSDB) antecipou-se ao prazo legal e fez, na tarde de sábado, sua última narração esportiva, da decisão do Campeonato Paranaense Metropolitano da Divisão Especial, entre o Trieste e a Vila Fany.
Também capitaneavam programas os deputados estaduais Carlos Simões (PTB), Luiz Carlos Alborghetti (PTB), Luiz Carlos Martins (PSL), Nelson Garcia (PFL) e Renato Gaúcho (PDT).
O apresentador do programa policial na TV Cidade, retransmissora da SBT em Londrina, Barbosa Neto (PDT), também disse adeus ontem aos seus telespectadores. Ele concorre a uma vaga na Assembléia Legislativa.
Barbosa justificou diversas vezes o seu afastamento devido a legislação eleitoral e encerrou o programa com o lembrete ao telespectador: ''Você já sabe quem eu sou. Pense em mim''.
As penalidades para quem desprespeitar a lei são pesadas. A emissora, nesse caso, está sujeita a multas que variam de R$ 21.282,00 a R$ 106.410,00. Em caso de reincidência, os valores são duplicados. Já o candidato pode ter seu nome impugnado pela Justiça Eleitoral.


