Ao final deste mês todos os municípios terão definido o seu quadro político. Conforme calendário do Tribunal Superior Eleitoral, os partidos devem realizar convenções até o dia 30 para apresentar os nomes que concorrerão ao Executivo e ao Legislativo e as coligações.
Em Londrina até o momento 11 siglas têm intenção de lançar candidatos. Um número alto, mas que certamente será reduzido até o final do mês. Até lá, o que o eleitor pode esperar é um período de intensas negociações, com o recuo de alguns nomes e o surgimento de alguns outros. A prática política mostra que não raro são lançados candidatos apenas com intenções mercantis, que facilmente são retirados de cena depois de algum acordo escuso. Infelizmente é o usual nesse jogo.
No entanto, mais uma vez o eleitor deve ficar atento. Antes de escolher o candidato, é importante informar-se sobre a sua vida pregressa, suas qualificações como administrador, seus atos e princípios. Outro fator que deve ser levado em conta são as coligações. Estes acordos revelam as afinidades, a ideologia apregoada ou até a falta dela. Os dirigentes partidários não podem dizer uma coisa e fazer uma outra. Como um partido pode ser contrário a um outro no âmbito federal e firmar um acordo com a mesma sigla na esfera municipal? São comportamentos que devem ser avaliados.
Importante também conhecer os doadores de campanha de todos os candidatos. O primeiro passo foi dado pela Justiça de Londrina, que promete divulgar em seu endereço eletrônico os doadores de campanha dos candidatos e os valores recebidos de cada um antes das eleições. Na avaliação do juiz Álvaro Rodrigues Júnior, a decisão local certamente será alvo de recurso dos candidatos nas instâncias superiores, o que também deve ser considerado pelos eleitores. É fundamental ao eleitor saber por qual motivo o candidato prefere não revelar os seus doadores.
O voto, um exercício da cidadania, não pode ser desperdiçado. Não adianta apenas indignar-se com os rumos da política ou fingir que o problema não é seu. O problema é de todos e, desta forma, todos são responsáveis pelos rumos das suas cidades, de seus Estados e seu País. Voto de protesto e voto útil também não são boas opções porque ajudam a eleger pessoas despreparadas. É preciso consciência porque esse gesto define o futuro e o rumo de muitas outras coisas.

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