Maringá Integrantes da chapa ''UEM Novos Caminhos'', derrotada nas eleições da semana passada para reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), pediram ontem, ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, José Aparecido da Cruz, a abertura de inquérito para apurar uso indevido de ônibus para transporte de estudantes. A chapa alega que ônibus de municípios com extensões da UEM foram utilizados a favor da chapa eleita de Gilberto Cezar Pavanelli.
A chapa também entrou com pedido de impugnação de quatro urnas, cujos votos teriam sido decisivos para a vitória de Pavanelli. O pedido estava sendo analisado ontem pelo Conselho Universitário, mas a previsão era de que a reunião seguiria noite adentro. O candidato derrotado, José Tarcísio Pires Trindade, obteve 48% dos votos contra 52% de Pavanelli.
No recurso, Trindade alega indícios de crime eleitoral porque alunos dos campus de Porto Rico e de Goioerê teriam sido levados aos locais de votação com ônibus de transporte escolar municipal, além de vans, kombis e até uma ambulância. Ele denunciou também outras irregularidades, como de propaganda de Pavanelli junto à urna de Porto Rico.
Trindade disse ontem que o recurso não tem apenas o objetivo de alterar o resultado das eleições para reitor da UEM, mas também de preservar ''a lisura do pleito''. ''Não podemos admitir que tantas irregularidades fiquem sem resposta'', afirmou Trindade.

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