As estatísticas de Segurança Pública do Paraná, divulgadas recentemente pela Polícia Militar, mostram dados animadores para os produtores rurais. De acordo com os dados, as ocorrências de roubos sofreram uma queda de 50,7% e o número de furtos e roubos de insumos agrícolas caiu 65,9% entre 2022 e 2025.

O resultado, de acordo com a PM, reforça a importância do fortalecimento das ações de fiscalização, patrulhamento especializado e integração com os produtores rurais. Quem mora no campo, por estar mais longe do aparato policial, onde o tempo de resposta geralmente é maior, fica mais vulnerável à ação de criminosos.

Muitas vezes, estes crimes são praticados por quadrilhas especializadas, que conhecem a rotina das propriedades rurais e já têm compradores para os artigos furtados ou roubados. Se não bastasse todas as adversidades enfrentadas na rotina do campo, como clima, variação de preços de insumos e de frete, condições de estradas rurais, quem produz alimentos também precisa estar sempre alerta contra os criminosos.

Aos prejuízos financeiros, somam-se a violência física e psicológica que cria traumas. Para se precaver contra essas ações, os sitiantes têm adotado alguns protocolos que demonstram resultados. De acordo com o major Incare de Jesus, coordenador da Patrulha Rural Comunitária, a política de enfrentamento à criminalidade no campo está fundamentada no policiamento comunitário.

Por meio da realização de ações e operações policiais direcionadas, da aplicação de protocolos de visitação comunitária às propriedades rurais, do fortalecimento das redes de proteção, bem como da promoção de certificações e reuniões.

Nesta estratégia, vale a máxima do “a união faz a força”, aplicada com sucesso no cooperativismo, conceito difundido com sucesso entre os produtores rurais. A tecnologia é a maior aliada. Qualquer movimentação suspeita é disparada nos grupos de WhatsApp, o que reforça a importância da ampliação da conectividade no campo.

Essas iniciativas ampliam a aproximação entre a Polícia Militar e os produtores rurais, contribuindo de forma decisiva para a prevenção de delitos e o aumento da sensação de segurança no campo.

No estado que ostenta os títulos de “celeiro do Brasil” e “supermercado do mundo”, é essencial que os produtores tenham resguardado seu direito fundamental à segurança. Para isso, é necessário investir para se ter uma resposta rápida da polícia no campo, além de ações inteligentes e ampliação de conectividade. Os dados sugerem uma tendência de melhora.

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