A boa notícia foi divulgada ontem à noite por uma agência de São Paulo. A reciclagem de embalagens no Brasil ainda parece uma atividade supeficial, feita em algumas escolas e agremiações, com alguns parcos locais de coleta para a população em geral. Mas os números desmentem essa visão. O País é praticamente campeão mundial, entre as nações que não exigem a prática por lei, na reciclagem de latas de alumínio: em 2001, ultrapassou a marca do Japão, de 81%, reutilizando 85% das latinhas de bebida.
Mesmo as embalagens de vidro, que não estão no topo da preferência dos recicladores informais, conseguiram uma boa marca. Das 890 mil toneladas produzidas em 2001, 360 mil, ou 42% delas, voltaram para a indústria. O número de reaproveitamento pode ser maior, já que esse total não inclui as embalagens que são usadas na própria casa do consumidor, como os vidros de requeijão que viram copos, ou os potes que servem para guardar geléias caseiras. Não incluiu também o envase ilegal, os produtos de limpeza vendidos porta a porta e a garrafa de cerveja longneck.
Os dados da Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro) revelam uma indústria que absorve quantidade significativa de embalagens.
Os lixões continuam atolados, mas em um comparativo com o Brasil de dez anos atrás, avançou-se muito na questão da reciclagem. Uma boa notícia para ser veiculada no Dia Mundial do Meio Ambiente.
Luka Morais

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