A partir deste segundo semestre as atenções dos brasileiros se voltam às eleições. Em outubro mais de 141 mil pessoas devem comparecer às urnas. O pleito é importante porque a população vai escolher os governantes (presidente da República e governadores) e representantes legislativos (senadores, deputados federais e estaduais) pelos próximos quatro anos. É a partir desse voto que serão definidos os rumos do País e dos Estados.
E esse período de campanha eleitoral é importante porque os candidatos têm a oportunidade de apresentar suas propostas e projetos. Também deve ser um tempo para que os eleitores avaliem as ideias dos candidatos e analisem as melhores. Que esse prazo também seja usado pelos eleitores como um momento de reflexão. O que seria melhor para o futuro do País e dos Estados? Qual deve ser a composição do Congresso Nacional a fim de melhor fiscalizar as ações do Executivo?
A FOLHA apresenta hoje as propostas dos três principais candidatos ao governo do Paraná – Beto Richa (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB); na edição de amanhã, a reportagem abordará o que propõem os cinco "naninos": Bernardo Pilotto (Psol), Geonísio Marinho (PRTB), Ogier Buchi (PRP), Rodrigo Tomazini (PSTU) e Tulio Bandeira (PTC). Os programas estão protocolados no Tribunal Regional Eleitoral. Até mesmo nesse caso, a avaliação é que há mais críticas aos desempenhos dos rivais à frente dos cargos do que propostas concretas e efetivas.
É importante que os eleitores fiquem atentos a questões como essas. Candidatos que preferem atacar opositores a apresentar propostas devem ser considerados? Não seria melhor que, ao contrário de anos anteriores, a campanha fosse focada na discussão de propostas e ideias? Os eleitores devem prestar atenção nos projetos, avaliar as melhores ideias e considerar a vida pregressa dos candidatos. É fundamental que todos os eleitores façam essa análise antes de definir seu voto. Depois das eleições, e com o resultado consolidado, não vai adiantar reclamar. Aí, o caminho será um só: fiscalizar as ações dos eleitos.

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