A pouco mais de duas semanas para o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, reportagem desta FOLHA apresentou como deverá ser a abordagem dos marqueteiros para fazer com que as candidaturas decolem e ganhem a simpatia do eleitorado. Todos afirmaram que pretendem fazer uma campanha "limpa", focada em propostas e sem ataques gratuitos aos rivais. A exceção foi a coordenação de marketing do senador Roberto Requião (PMDB), que preferiu não se pronunciar.
Importante ressaltar a importância da "promessa" feita aos jornalistas da FOLHA. O horário eleitoral gratuito é um dos principais meios de comunicação dos candidatos com os eleitores e deve ser usado para apresentação de propostas e projetos. Deveria ser usado como um espaço para discussão de ideias e não para promoção de ataques gratuitos aos rivais com o único intuito de denegrir a imagem dos adversários.
Talvez, seja o momento de apresentar um novo formato, sem agressões. É preciso perceber que os eleitores mudaram, haja vista a grande participação da população nos protestos realizados em junho do ano passado. Os brasileiros têm se cansado da "velha forma" de se fazer política, baseada em conchavos, apadrinhamentos, ataques e difamação de adversários e muita corrupção. Que nesta eleição seja "inaugurada" uma nova forma de se fazer campanha.
Além disso, é importante também que os eleitores fiquem atentos e cobrem essa postura. Que o voto seja decidido a partir de propostas e projetos, sem considerar favores pessoais. Somente quando a população se conscientizar da importância do voto e focar no bem comum é que a situação do País melhorará. A atual realidade política é culpa também da sociedade como um todo, que não se interessa pela vida pública dos municípios, Estado e do País; que não cobra boas condutas e que não acompanha as ações dos agentes públicos. Reclamar somente não adianta e não muda a situação.

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