Não se pode proteger a Amazônia senão pelo uso da força. E esta reside no Exército nacional, que tem o poder se comandado para isso de conter os desmatadores e incendiários da floresta, os que roubam riquezas da biodiversidade, que extraem madeira aleatoriamente, que tiram sem repor, que vão eliminando a fauna e poluindo as águas por via da mineração predatória, os que se instalam com assentamentos invasivos, e por aí em diante. Existem práticas de extrativismo que permitem retirar e aproveitar, sem destruir e extinguir, mas para isto faltam políticas pertinentes. Agora, ao ensejo dos eventos de defesa ambiental da ONU, em Curitiba, um mapa detalhado mostra que 47% da Amazônia está atingida, ou por desmatamento, ou por ocupação ou por alteração na floresta. E pela ação do homem. O estudo, coordenado pelo Instituto do Homem e Meio-Ambiente da Amazônia, vai além das imagens de satélite, que revelam apenas a diferença entre áreas desmatadas (17%) e áreas não desmatadas (83%). O pesquisador Adalberto Veríssimo diz, na 8 Conferência das Partes (COP-8), na Capital, que o quadro real da depredação amazônica é muito mais complexo. ''A floresta intacta vista do espaço é apenas uma camuflagem. Por baixo das árvores muita coisa (e não é coisa boa) está acontecendo'' alerta ele, advertindo que a tendência é tudo piorar. Quando um presidente da República, que é o comandante supremo das Forças Armadas, resolver acionar esse poderoso dispositivo de elevadíssimo custo para a nação a Amazônia ficará salva. Fora disso, serão apenas discursos, enquanto a floresta irá tombando pela ação das moto-serras e outras práticas predatórias. Falta elaborar um projeto consistente de exploração sustentável e de preservação da Amazônia, e para isso ter efeito será preciso utilizar o gigantesco arsenal do Exército. Que, pelo seu reconhecido ideal patriótico, de bom grado se lançaria numa operação em defesa da grande floresta o maior patrimônio de biodiversidade vegetal e animal do mundo, por isso uma inigualável riqueza e um poderoso instrumento de barganha com a humanidade, pelo fornecimento de oxigênio à crosta terrestre. Conferências de elevado nível, como as da ONU na capital paranaense e com a presença de autoridades e ambientalistas de todo o Planeta, serão valiosos como indicativos, mas nada produzirão se não houver programas de proveito e preservação porque não adiantará apenas preservar sem aproveitar e neste segundo item só dará resultado o poder da força, que esteja presente na floresta permanentemente e com bases de apoio instaladas nas fronteiras e em toda a extensa área. A Amazônia é questão de segurança nacional e esta é uma das muitas funções das Forças Armadas. Os próprios comandantes e o corpo-de-tropa se lançariam, com muito entusiasmo patriótico, numa missão dessa envergadura e tão inerente aos anseios da pátria.

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