Caminhoneiros preferem percursos alternativos
As estradas não ajudam o que dificulta o aumento do número de veículos na região. ''Está ficando difícil até para escolher a estrada menos ruim. Qualquer caminho que a gente pegue tem de andar em zig-zag e gastar o dobro, até o triplo do tempo'', reclama Antônio Beraldi, 52 anos, de Itaquiraí (MS). O caminhoneiro faz quatro viagens por semana transportando soja entre Naviraí e Maringá. Beraldi diz que mesmo sem buracos, as rodovias intermunicipais não servem para o tráfego de caminhões e carretas. ''São muito estreitas, sem acostamentos, com subidas íngremes demais e outros problemas que aumentam os riscos e os custos''.
O caminhoneiro Pedro Rodrigues, 30 anos, de Naviraí transporta frutas e sucos para uma empresa e diz que muitas vezes já preferiu passar pelo Porto São José, na região de Paranavaí, apesar de enfrentar 100 quilômetros de estrada de terra e a travessia por balsa.
Enquanto a nova rota não se firma, comerciantes e empresários também mantêm projetos e construções em ''banho maria''. Novos postos de combustíveis, restaurantes, hotéis e outros negócios anunciados durante a inauguração da ponte ainda não saíram do papel. Algumas construções foram inciadas e paralisadas.
Os donos de restaurantes, postos, borracharias e outros setores dizem que o movimento melhorou muito, embora esperassem mais. Jurupita conta que antes servia cerca de 30 refeições por dia. Agora, já são mais de 150. Ele pretende construir uma churrascaria maior, mas só depois que a Boiadeira for pavimentada. (V.M.)





