Caminhada reúne 300 idosos
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domingo, 29 de setembro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Cerca de 300 idosos participaram ontem, em Londrina, da ''Caminhada: O Envelhecimento Ativo'', organizada pela Secretaria Municipal do Idoso, como parte da 10 Semana Municipal do Idoso. Os idosos fizeram alongamento antes e depois da caminhada que percorreu cerca de mil metros, do Calçadão ao estacionamento do Zerão, na área central da cidade.
No Zerão, os idosos passaram pelo ''Túnel da Saúde'', onde verificaram altura, peso, pressão arterial, exames de diabetes e receberam orientações e informações sobre nutrição, hipertensão, diabetes e outras doenças. Também foram sorteados alguns brindes. Um caminhão de som animou toda a caminhada e no final todos os que quiseram puderam dançar em um baile improvisado.
Teresa Sezuko Nagano, 67 anos, participou das atividades de ontem e disse que foi ótimo. ''Eu danço, faço ginástica, tenho muitas atividades, está faltando dia na minha semana'', conta. Almerinda Chagas Macioni, 66 anos, criou chapéus em forma de girassol para participar da caminhada. ''É uma homenagem à primavera, à terceira idade e à caminhada. As pessoas da terceira idade estão mais animadas que o jovem.''
Almerinda acredita que o mais importante é que o idoso tenha alegria de viver. ''A convivência com outras pessoas, principalmente da mesma idade, faz muito bem para o idoso.''
Durante a Semana do Idoso, que terminou ontem, foram realizadas palestras sobre segurança e qualidade de vida, além de um baile que reuniu cerca de 1.500 pessoas. Também foi discutida a implantação de um projeto de atenção primária ao idoso. Maria Ângela Santini, secretária do Idoso, contou que o projeto está sendo elaborado em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e também com o Instituto de Saúde dos Idosos da Universidade de Ottawa, no Canadá.
O diretor do instituto, professor Larry Chambers, esteve em Londrina para conhecer o grupo do Conjunto Ruy Virmond Carnasciali (zona norte), que atenderá cerca de mil idosos e que servirá de piloto para a implantação do projeto de atenção primária. ''A preocupação é que se envelheça com qualidade de vida, promover a saúde através de atividades saudáveis'', disse Chambers. Ele contou que no Canadá não existem esses tipos de grupo da terceira idade.
Chambers acredita que o trabalho tem que ser interdisciplinar, com diversas áreas da universidade atuando em conjunto no atendimento ao idoso. ''A comunidade precisa usar todo o potencial dos idosos.'' Segundo ele, no Canadá como no Brasil, o maior problema é o preconceito da sociedade, que não valoriza os idosos.


