Câmbio Verde: o programa que Londrina precisa!
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sexta-feira, 08 de setembro de 2017
Danilo Euzebio dos Santos e Edilaine Gibin do Carmo 
Assim como muitas cidades espalhadas pelo Brasil, a conscientização perante a reciclagem e a coleta seletiva do lixo é precária. Existem ainda hoje sérios problemas relacionados à falta de educação ambiental que atingem toda população. De acordo com dados do Ministério de Meio Ambiente, o Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano por não reciclar seu lixo. Dinheiro esse que poderia ser gasto para auxiliar e gerar oportunidades para a população carente, que sofre com más condições e com a falta do que comer.
Em Londrina, conforme a Secretaria de Assistência Social, 19 mil famílias encontram-se em extrema pobreza. Esse fato se deve à falta de oportunidades dessas famílias aliada à ausência de auxílios do poder público.
Em parceria com a Secretária do Meio Ambiente, o programa Câmbio Verde, que surgiu em Curitiba, incentiva a preservação ambiental cooperando com as famílias. A partir de uma supersafra, o poder público se conveniou a Federação Paranaense de Associações dos Produtores Rurais e passou a comprar todo excedente de produção. Repassando para a população por base de trocas de material reciclável nos pontos de atendimento.
O programa, que atua na troca de lixo reciclável por frutas e hortaliças, encontraria em Londrina um cenário otimista para sua implementação, visto que a coleta de lixo reciclável aumentou em 27% no município no primeiro trimestre de 2016, de acordo com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU-LD). Segundo a Secretaria de Assistência Social, em Londrina, os dependentes do Bolsa Família já diminuíram 18,75% no último ano. Dessa maneira, obtém-se um cenário favorável para acabar com alguns problemas relacionados à fome das famílias carentes e melhorar os índices relacionados a preservação ambiental.
Por outro lado, pode-se encontrar alguns obstáculos para o planejamento da prática na cidade. Um fator essencial são os pequenos produtores da região que já devem ter uma destinação em casos de excesso de produção, e as críticas quanto ao trabalho infantil - que já ocorrem em Curitiba devido às crianças que acompanham os pais na coleta de material para a troca.
O programa iria colaborar para a situação em que essas famílias vivem, diminuindo a fome e, consequentemente, levando à mesa um maior consumo de frutas e legumes, o que acarreta em melhorias na saúde e na renda familiar das famílias participantes. Assim, o programa elevaria alguns indicadores de qualidade, como a melhoria da condição de vida, boas práticas de reciclagem e preservação ambiental no contexto londrinense.
DANILO EUZEBIO DOS SANTOS e EDILAINE GIBIN DO CARMO são estudantes de
administração da Universidade Estadual de Londrina


