Brasília - A votação do projeto que institui o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais, uma das prioridades do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), deve ser adiada para o próximo ano. Vários parlamentares consideram oportuna a discussão da proposta no momento em que se descobriu que pelo menos um dos candidatos à Presidência da República já estava captando recursos de particulares antes do prazo legal. Mas acreditam que o projeto ficará na gaveta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Esse pessimismo entre os deputados deve-se ainda ao tenso relacionamento entre PSDB e PFL, por causa das denúncias envolvendo a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), pré-candidata à Presidência da República.
Disposto a estimular a discussão sobre financiamento público, Aécio Neves será orientado por dirigentes tucanos e assessores a adiar esta idéia, pelo menos até que o ânimo dos pefelistas se acalme. A inclusão do projeto na pauta de votação neste momento poderia ser encarada pelo PFL como uma provocação do PSDB, porque a notícia sobre a arrecadação de dinheiro de campanha atinge a pefelista Roseana Sarney.
Ontem, ao anunciar sua demissão, o marido da governadora, Jorge Murad, sustentou que o R$ 1,34 milhão apreendido pela Polícia Federal em sua empresa era para a campanha de sua esposa.

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