A adequação das calçadas do quadrilátero central de Londrina com piso tátil, que vai facilitar a mobilidade de pessoas com deficiência física, é uma obra que não dá mais para postergar. Embora as reformas já devessem estar concluídas há mais de um mês, como determina a lei municipal 11.381/2011, parte do comércio e órgãos públicos sequer iniciou as adequações. Se o piso está em falta no mercado, se há escassez de mão de obra para tocar a obra ou ainda se aconteceu qualquer imprevisto de última hora pouco importa. O que deve ser considerado é que os responsáveis sequer se prepararam para ela.
A acessibilidade é um dos temas que não pode ser ignorado. Estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, feita a partir do Censo de 2010, indica que cerca de 45,6 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência (visual, auditiva e motora, de acordo com o seu grau de severidade, e mental ou intelectual). É claro que são consideradas qualquer tipo de dificuldade (como usar um óculos, por exemplo) mas, mesmo assim, é um número que não pode ser ignorado. Além disso, é preciso facilitar a mobilidade, para que todos exerçam plenamente o seu direito de ir e vir, garantido pela Constituição Federal.
Sem dúvida, os órgãos públicos deveriam ser os primeiros a executar a sua parte. É um verdadeiro absurdo que calçadas que cercam alguns prédios na cidade ainda permaneçam inalteradas. É dever dos administradores zelarem pelo bem-estar de toda a população e, por isso, acredita-se que essas reformas entrarão rapidamente no cronograma das secretarias envolvidas. No entanto, a inoperância e a ineficiência da gestão pública não podem ser usadas como argumento para que a reforma seja executada. É obrigação também de todo cidadão cumprir as leis e contribuir para a locomoção do seu próximo.
O que se espera, até para garantir a equidade, é que todos façam as devidas adequações nas calçadas conforme a previsão legal. É importante que as fiscalizações ocorram e que as atuações sejam lavradas. Todos devem fazer a sua parte para que o problema seja resolvido, definitivamente.

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