Caixinha de surpresa
Nunca a tradicional frase de jogadores, técnicos e cartolas do futebol brasileiro, na ótica de torcedores e jornalistas que assistiram e fizeram a cobertura da partida de ontem à tarde entre União e Londrina, em Bandeirantes, no Norte do Paraná, esteve tão certa: Futebol é uma caixinha de surpresas.
Pois o mesmo Londrina que venceu o Goiás durante a semana e levantou o ânimo daqueles que acompanham a equipe perdeu, de 5 a 3, para o União. Na Redação da Folha, já na sexta-feira a disputa entre jornalistas da equipe de esportes, para definir quem iria trabalhar na cobertura do jogo, foi grande. Já dissemos neste espaço que no trabalho o profissional do jornalismo deve ser imparcial. Mas, admita-se, não se pode tirar dele o direito de ser torcedor deste ou daquele time. E, no caso do futebol, na Redação, em Londrina, há uma maioria de profissionais que torcem para o Tubarão. É até conveniente, neste momento, reforçar que quando está a trabalho, o jornalista deve primar rigorosamente pela elaboração de um texto final isento de opiniões pessoais, mesmo que o seu desconforto em relação ao resultado da partida ou à campanha do time do coração seja evidente nas conversas com os colegas.
Foi o que aconteceu neste domingo. A equipe da Folha esperava por um clássico, rememorando confrontos passados entre o União e o Londrina, quando as partidas tinham status de jogo importante e, normalmente, a disputa não envolvia somente os onze jogadores de cada equipe, posicionados no gramado. Cartolas brigavam e torcedores, nas arquibancadas, no mínimo se provocavam. Não deu. União cinco, Londrina três é um resultado que, conforme outro chavão, deu a vitória para quem jogou melhor e aproveitou as oportunidades de gols. E viva o futebol!
Walter Ogama





