Caixa preta da Petrobras
Deflagrada há sete meses, a Operação Lava Jato trouxe à tona um grandioso esquema de corrupção que, agora, começa a ganhar contornos que dão a sua real dimensão. Em depoimentos à Justiça Federal, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa detalharam os caminhos percorridos pelo dinheiro desviado. Recursos tirados da Petrobras, estatal que detém monopólio na produção e distribuição de petróleo e que registra prejuízo há algum tempo.
Agora, foram acrescentados ministérios e secretarias que tocavam obras por todo o País. Era feito um "loteamento" entre as construtoras que definiam quais obras cada empresa seria responsável e repassada a porcentagem correspondente à propina. Os beneficiados pelos recursos seriam partidos de grande expressão nacional, como o PT, PP e PMDB todos da base de sustentação do governo federal e recebidos por pessoas importantes dessas agremiações. Importante registrar que os dois estão presos porque cometeram irregularidades e toda sorte de atos ilícitos e, portanto, as suas palavras têm que ser comprovadas. Se há documentação apreendida e outros papeis apresentados, é preciso investigar e punir todos os envolvidos.
Parece absurdo à maioria dos brasileiros que durante tantos anos uma verdadeira quadrilha tenha sido montada para desviar recursos da Petrobras e de outros órgãos federais para fortalecer partidos e pessoas. É o total trato da coisa pública como se fosse particular e descaso com a população. Embora a maioria dos eleitores esteja alienada às divulgações dos fatos de mais esse escândalo de corrupção, é preciso que a opinião pública fique vigilante e impeça a sua continuidade. A corrupção não pode mais ser tolerada pelos brasileiros.





