Basta ligar e se conectar. Assim é nossa rotina em casa e no trabalho. O computador se tornou equipamento corriqueiro em praticamente metade dos lares brasileiros. São 72 milhões de máquinas em funcionamento no País - a estimativa é que esse número dobre até 2014 -, que dão acesso a todo tipo de informação e abrem a possibilidade que qualquer um, de qualquer lugar do planeta e com todo tipo de intenção, tenha acesso a dados e informações que até um tempo atrás as pessoas não repassavam nem para os parentes mais próximos.
Não dá para desconsiderar que ter conexão à internet amplifica o acesso à informação, ameniza desigualdades, encurta distâncias, aproxima pessoas. Ou seja, o potencial transformador desta ferramenta é gigantesco e segue progredindo na mesma velocidade dos avanços tecnológicos.
No entanto, o computador escancarou nossa vida de maneira nunca vista. Há apenas alguns anos, as pessoas não compartilhavam seu cotidiano de forma tão escancarada.
Com a popularização da internet essa lógica se alterou drasticamente. Nas redes sociais, todos compartilham tudo. Mesmo sozinhos em casa, diante do monitor do computador sempre podemos estar acompanhados. Nossos amigos virtuais - grande parte deles nem conhecemos pessoalmente - podem curtir nossas ações, comentar nossos ''posts'' ou enveredar em papos à distância. Tudo isso é atraente e já faz parte da contemporaneidade.
Porém, essa mania de dividir tudo no mundo virtual pode representar riscos graves. A FOLHA, em sua edição de ontem, alertou para os perigos da falta de limites na web. Na medida em que compartilhamos tudo com todos, também deixamos brechas para que internautas mal intensionados, criminosos mesmo, tenham acesso a informações particulares, comprometedoras, sigilosas.
Já não são poucas as vítimas dos cibercriminosos e, ainda assim, boa parte dos usuários acessa a rede de maneira descuidada. Não se atentam aos riscos e só se dão conta de que o perigo é real quando têm seus dados surrupiados. Aí, resta a frustração de ter sido negligente e pouco cuidadoso com coisa tão séria.

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