Cai o número de crianças no trabalho
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sábado, 11 de outubro de 2003
Agência Estado 
Rio A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) revela uma redução de 43.960 postos de trabalho infantil entre 2001 e 2002. É uma boa notícia, pois mais crianças deixaram de trabalhar. A maioria delas está na faixa dos 5 aos 14 anos. Mas por trás desses números há um sinal de alerta. A queda foi muito pequena, se comparada ao excelente desempenho de 1999 a 2001. Naquele período, 1,1 milhão de meninos e meninas deixaram seus postos de trabalho. Pior: no ano passado, o número de trabalhadores entre 15 e 17 anos aumentou 41.159.
Para o coordenador nacional do Programa para Eliminação do Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Pedro Américo Furtado de Oliveira, é preciso aumentar a fiscalização no setor informal urbano e na atividade agrícola familiar. ''Os fiscais do trabalho não conseguem agir sozinhos. Se na fiscalização não houver envolvimento de novos atores, a polícia e o Judiciário, dificilmente vamos voltar à queda que aconteceu entre 1999 e 2001'', diz. Hoje, 5,4 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham.
Crianças e adolescentes em idade escolar que trabalham são um problema sério para o País, lembra o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, porque ''têm menos oportunidade de se educar de forma adequada e no futuro terão renda menor''. Resultado: aumenta a concentração de renda.
Entre os trabalhadores infantis, o IBGE detectou que 1 milhão trabalhava e não estudava em 2001, formando um grupo ainda mais vulnerável. Na década de 90, a criação de programas sociais e o aumento do ingresso na escola foram importantes para melhorar esses índices. O que pode estar ocorrendo é que essas políticas estão dando sinais de esgotamento.


