Nos 270 anos da história da cafeicultura paranaense, pela primeira vez se executa um projeto de desenvolvimento com base num plano estratégico, que se inclui nas diretrizes do governo do Paraná para transformar o nosso perfil econômico.
As ações que se concretizam têm como ponto de partida o incremento da pesquisa no setor da agricultura, que proporcionou a adoção do plantio pelo sistema adensado, favorecendo principalmente os pequenos agricultores.
A Secretaria da Agricultura vêm atuando juntamente com o IAPAR e a EMATER, em parceria com a prefeituras, sindicatos, associações de produtores e outras instituições, incentivando a produção de mudas e a instalação de viveiros.
A preocupação com a retomada da produção de café reflete um posicionamento no sentido de valorizar a atividade agrícola como geradora de riqueza, progresso e bem estar para as populações, tanto no interior do Estado como nos grandes centros urbanos.
Com a adoção de novas tecnologias, junto com a capacitação adequada dos produtos, os resultados iniciais já são animadores, oferecendo a oportunidade de maior geração de empregos, agregação de renda e diversificação da produção.
Uma das metas da Secretaria da Agricultura é possibilitar aos agricultores as condições necessárias para diversificar as atividades em suas propriedades, e com isto estabelecer mais alternativas de renda e agregação de valor à produção.
Em Carlópolis, interior do Estado, há um exemplo bastante signficativo, resultado do trabalho do produtor José Sebastião do Amaral, que em dois hectares conseguiu colher 800 sacas de café em côco.
O plantio adensado, realizado obedecendo rigorosamente o zoneamento agrícola que indica quais as regiões mais favoráveis ao cultivo, e utilizando mudas resistentes a doenças, pragas e geadas, já coloca o Paraná novamente como grande produtor de café.
Este novo sistema permite que sejam plantados até 10.000 pés de café por hectare, ampliando muito a produtividade alcançada.
Só nos dois últimos anos foram plantadas nada menos do que 70 milhões de mudas de café, o que representa a geração de 17,5 mil empregos diretos.
Na semana passada, em Londrina, o governo do Estado firmou compromisso com mais 136 municípios para produzir um total de 130 milhões de mudas de café, o que vai significar a criação de 3,7 mil novos empregos.
Hoje estimamos que o agronegócio do café seja responsável por 100 mil empregos diretos, que são criados a partir do campo, onde existem 16 mil produtores. Além disso, contamos com as indústrias de torrefação e fábricas de café solúvel. O setor movimenta quase um bilhão de dólares por ano, mas podemos e queremos ampliar estes números.
O governo do Paraná vem executando uma estratégia de planejamento voltada às novas condições que se impõem no âmbito da economia mundial, mais especificamente em termos do Mercosul.
Nossa agricultura conta com produtores com tradição, com solos férteis e clima favorável, além do alto potencial tecnológico. Isto nos coloca em situação de atuar no sentido de suprir um mercado formado por 200 milhões de consumidores, colocando produtos de qualidade e ampliando cada vez mais a produtividade, como ocorre agora com o café.
- HERMAS BRANDÃO é secretário da Agricultura e do Abastecimento

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