Em tempo de alta de juros e aumento no risco de inadimplência, tanto comerciantes quanto consumidores que têm o hábito de manter as contas em dia ganharão uma ferramenta que promete facilitar o fechamento de bons negócios: o ''cadastro positivo''. A lei foi sancionada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff.
Com o novo cadastro, o mercado espera que consumidores e empresas que entrarem na lista tenham acesso a juros mais baixos, pois em tese um bom pagador oferece risco menor de inadimplência.
A maior operadora de serviços de informação de crédito do País avalia que a inadimplência somente de clientes pessoa física, que hoje gira em torno de 6%, deve cair 50% em nos 12 meses após a implantação do cadastro.
Legislação específica terá de ser elaborada para a criação do banco de dados, cuja administração ficará descentralizada, abrindo espaço para que várias entidades mantenham e forneçam as informações, como ocorre hoje com as informações impeditivas de crédito. Até por isso é necessário haver maior controle do Estado na área - uma briga comprada por órgãos de defesa do consumidor.
Serão registradas informações sobre pagamento no prazo de empréstimos e de contas, ficando de fora as relativas à telefonia celular (campeã em reclamações). A inclusão do nome em um desses serviços só será possível após consentimento por escrito do consumidor, o que dá mais garantia para a população.
Ainda há muita discussão sobre os verdadeiros resultados do cadastro positivo. Há quem afirme que o consumidor que entrar na lista logo sentirá no bolso os benefícios. Outros afirmam que ainda será necessário longo período para que resultados práticos sejam alcançados.
Uma coisa é certa: serão necessárias respostas condizentes por hábitos positivos para que o consumidor participe desse esforço pela valorização de bons pagadores. O sucesso depende dessa agilidade.

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