Após protagonizarem o mais acirrado primeiro turno de uma eleição presidencial brasileira desde a redemocratização, o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegam ao segundo turno do pleito de 2026, neste domingo (25), empatados na disputa pela Presidência. A pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira (22) apontou que tanto um quanto o outro têm 50% dos votos válidos.

Em uma disputa tão acirrada, cada voto ganha ainda mais importância nesta etapa decisiva para definir os rumos do país. Por isso, deixar de votar é abrir mão de uma oportunidade de participar das decisões que afetam a vida de todos.

Nesta semana, o TSE divulgou várias notas pedindo para que eleitoras e eleitores de todo o país consultem o local de votação para o segundo turno, utilizando diferentes canais digitais da Justiça Eleitoral. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo autoatendimento eleitoral e pelo assistente virtual ChatVote.

Houve mudanças em algumas seções eleitorais brasileiras do primeiro para o segundo turno. No Paraná, segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), houve alteração em oito locais de sete municípios do interior, a maioria motivada pelos eventos climáticos extremos que atingiram o estado. São eles: Cornélio Procópio, Inácio Martins, Santo Antônio do Sudoeste, Paranacity, Honório Serpa, Santo Inácio e Manoel Ribas.

Vale lembrar que neste 25 de outubro, a responsabilidade do eleitor é ainda maior. Com menos candidatos na disputa, a decisão exige reflexão sobre propostas, trajetórias, compromissos e capacidade de governar. Não se trata apenas de escolher um nome, mas de avaliar projetos e considerar as propostas para o futuro. Em um cenário de forte polarização, é fundamental que a decisão seja consciente, baseada em informações confiáveis e livre de pressões.

É compreensível que parte da população esteja cansada da disputa política, dos conflitos e das promessas que nem sempre se concretizam. Mas desencanto não pode se transformar em afastamento. A democracia não se resume ao dia da votação, mas é nas urnas que se concretiza uma das mais fundamentais formas de participação popular. O voto não resolve todos os problemas, mas determina quem terá a responsabilidade de enfrentá-los e sob quais compromissos.

Em uma eleição disputada, nenhum voto é irrelevante. Cada eleitor tem a oportunidade de contribuir para a decisão coletiva, independentemente de idade, condição social ou preferência política. Comparecer às urnas é reafirmar o compromisso com a democracia e reconhecer que o futuro não deve ser decidido apenas pelos outros.

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