Cabo diz que sistema da AL é vulnerável
O cabo Luiz Antonio Jordão afirmou ontem que o sistema telefônico da Assembléia Legislativa é muito vulnerável a escutas telefônicas. Ele disse que foram feitas varreduras na Assembléia antes de 1999, mas que não foram encontradas escutas telefônicas. O responsável, de acordo com ele, foi Jefferson Martins Stoner, técnico da Telepar e funcionário da Defense Assessoria e Consultoria Ltda. Depois dessa data, ele disse que não sabia se foram feitas escutas.
O atual primeiro-secretário da Casa, Valdir Rossoni (PTB), confirmou que solicitava que se fizessem varreduras no Legislativo, quando era líder do governo, no ano passado. De dois em dois meses, solicitava varredura na liderança do governo. O presidente Hermas Brandão (PTB), já havia dito que seu telefone estava grampeado, quando era primeiro-secretário (no ano passado).
O advogado que defende o cabo Jordão e Afrânio de Sá, Peter Amaro de Sousa, não depôs ontem. Ele havia prometido entregar à CPI uma série de documentos, mas mudou de estratégia e resolveu aguardar o desenrolar das investigações.
Os próximos a serem ouvidos são os técnicos da Telepar e responsáveis pela Defense, Edgar Fontoura Filho e Jefferson Martins Stoner. A CPI também quer ouvir o delegado do Cope, Vinícius Augustus de Carvalho (que prendeu João Batista Cordeiro e Gilberto Maria Gonçalves, mas deixou este último em liberdade).
Os próximos depoimentos estão marcados para quinta-feira, às 14 horas. Na quarta-feira, a CPI faz reunião para balanço do que já apurou. (M.D.)





