Burocracia nas delegacias
A confecção de matérias policiais, para jornais que não são especializados na área, não é uma tarefa fácil. A dificuldade aumenta ainda mais quando a apuração é feita em finais de semana e feriados.
O alerta sobre as ocorrências chega às redações principalmente por bip. As informações são repassadas normalmente pela Polícia Militar (PM) e pelo Instituto Médico Legal (IML). Em Curitiba, a PM mantém uma sala de imprensa para atender os jornalistas, o que facilita o trabalho. Já o IML é um caso extremo. O órgão alerta sobre alguma morte, mas jamais atende a imprensa por telefone ou repassa algum dado complementar. Mais informações, só consultando o livro de ocorrências do instituto, o que exige deslocamento de uma equipe, muitas vezes impossível para a produção da matéria.
Na maioria das delegacias, principalmente as especializadas, a situação não é diferente. Conseguir uma informação é quase sempre um martírio nos finais de semana e feriados. Isso porque a troca de turno dos funcionários acontece no início da manhã. Quando a imprensa entra em contato, tudo que se recebe é a informação que os policiais que atenderam o caso já não estão trabalhando e que o boletim de ocorrência foi colocado por baixo da porta da sala do superintendente. Todos têm o mesmo discurso. Com tanta burocracia, muitas vezes fica quase impossível garantir uma matéria com todas as informações necessárias ao leitor.
Adriana Ribeiro





