É apenas uma viagem de meia volta pelo Paraná em dois dias, percorrendo 1.050 quilômetros em um veículo popular de pequeno porte. O carro encontra-se em perfeitas condições mecânicas e mostra que aguenta muitas imperfeições das pistas, mesmo que elas sejam constantes. Mas a equipe de reportagem da Folha, composta por um repórter, um fotógrafo e o motorista, sabe que mais um dia de viagem torturante por rodovias esburacadas será estressante.
Assim começa a terça-feira. A saída de Ponta Grossa é por estrada pedagiada. Em alguns pontos, logo no início da viagem, algumas obras e trechos em duplicação. Fora disso, nada mais além do básico necessário para um trecho administrado por uma empresa privada que tem a estrada como fonte de renda. O começo é por pista dupla, depois prossegue-se até a localidade de Caetano Mendes pela BR-376, em pista simples. Pode-se trafegar em velocidade normal.
Mas chega o trevo de acesso à PR-441, que leva até o município de Cândido de Abreu, região central do Paraná. A estrada passa pelas localidades de Reserva, Laranjeiras, Três Bicos e Faxinal de Catanduva. No início, por cerca de 500 metros, a impressão é de uma pista normal e trafegável. O movimento de veículos, se não é intenso, pode ser considerado razoável.
De longe já se avista um carro, em velocidade reduzida, ziguezagueando pelo asfalto. E o que se temia surge à frente: buracos, enormes. São 104 quilômetros de Caetano Mendes a Cândido de Abreu. Correr pelo trecho, todo sem acostamento, é imprudência. Buracos chegam a tomar toda a largura da pista. Em alguns pontos, o asfalto virou farelo.
De Cândido de Abreu vai-se a Manoel Ribas pela BR-487. O drama é o mesmo: buracos. Mas tem-se o privilégio de trafegar por mais tempo em trecho aceitável. O próximo destino é Pitanga, pela BR-456, que apresenta condição aceitável de tráfego. É de lá que se vai a uma localidade chamada Bourbônia, pela PR-460 e pela BR-487. O trajeto é encerrado tomando-se a PR-549. Apesar de constar em mapa de publicação nacional como trecho em condições precárias, as condições enfrentadas anteriormente permitem um respiro de alívio.
A viagem prosseguiu até Mandaguari, depois Jandaia do Sul e Fênix, pela PR-549 e PR-082. Até a entrada na pista duplicada da BR-369, pedagiada, por 580 quilômetros.
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