BRASÍLIA - O governo só saberá quanto vai custar aos cofres públicos o Programa de Demissão Voluntária (PDV) na primeira semana de dezembro, quando termina o prazo de 15 dias para adesões no qual há prêmio extra de 25% sobre a indenização. O governo estimou a despesa em R$ 900 milhões, calculada sobre o salário e tempo de serviço médios do servidor público e a perspectiva de adesão do PDV.
O ministro da Administração, Luiz Carlos Bresser Pereira, decidiu que só divulgará o primeiro balanço sobre as adesões ao PDV no décimo quinto dia de sua vigência. É nesta primeira fase que deve ocorrer o maior índice de adesão, por causa do prêmio. ‘‘Essa informação só confunde o próprio servidor’’, justificou Bresser Pereira.
O governo, disse o ministro, quer evitar que o servidor seja influenciado pelos números em sua decisão. ‘‘Ele pode ver pouca gente aderindo e se assustar, ou o contrário, e achar que não precisa mais sair’’, exemplificou o ministro. O ministério avalia que muitos servidores não-estáveis poderão optar agora pelo PDV e pela indenização para não correr o risco de uma futura exoneração, caso o governo venha a demitir os sem estabilidade depois de verificar os resultados do PDV.
Bresser Pereira acredita que o maior número de adesões deverá ocorrer no Rio de Janeiro, que concentra o maior contingente de servidores públicos federais. Em Brasília, o desligamento voluntário deverá ser pequeno, porque a capital federal concentra funcionários com os salários mais altos dentro da administração pública. ‘‘Só vão sair aqueles que estão desmotivados e com outros negócios em mente’’, afirmou o ministro. ‘‘Quem tiver com um pé fora, que saia, e quem tiver com os dois dentro, que fique.’’

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