Na semana passada o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que a emissão de vistos para brasileiros será facilitada. Uma boa notícia para milhares de pessoas que visitam anualmente aquele País para fazer turismo e compras. Um dos principais itens da proposta é que brasileiros considerados de ''baixo risco'' poderão ser dispensados da entrevista em um consulado, que hoje é necessária para obtenção do visto de entrada nos EUA. A intenção ainda é agilizar em pelo menos 40% a emissão do documento. A medida também inclui os chineses.
Ao lançar o programa, os Estados Unidos tentam aquecer a economia, por meio do aumento da arrecadação e da geração de empregos, atingida fortemente pela crise econômica. Estão atrás dos dólares deixados lá por brasileiros e chineses. Levantamento do Departamento de Comércio dos EUA, divulgado recentemente, aponta que nos últimos oito anos os gastos dos turistas tupiniquins aumentaram 250%, atingindo US$ 5.918. O índice só é menor do que o atingido pelos chineses. Além disso, os brasileiros já são o terceiro maior público no ranking dos que mais gastam naquele País, atrás apenas dos japoneses e britânicos.
Essa movimentação é reflexo direto da melhora da economia nacional e da melhoria de vida da população. O poder aquisitivo dos brasileiros aumentou, o nível de empregos subiu e o crédito está facilitado. Somado a esse cenário, outro fator de grande peso é o alto custo de produtos - de roupas a eletrodomésticos e eletrônicos - no Brasil. O argumento local recai sobre a carga tributária, demasiadamente alta.
Projeções do governo americano ainda indicam que o número de turistas brasileiros vai aumentar, saindo de 1,4 milhão no ano passado para cerca de 3 milhões em 2016. Analisando todas as pontas dessa cadeia, chega-se à conclusão que o governo brasileiro também deveria lançar medidas de incentivo ao turismo nacional e de desoneração incidente sobre alguns produtos. Se isso não for feito o País continuará perdendo empregos e divisas, que poderiam circular internamente.

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