O direito à moradia é um dos mais básicos para garantir a dignidade do ser humano. O ideal é que todos tivessem onde morar, em casas ou apartamentos bem construídos, com acesso à rede de energia elétrica, água encanada e coleta e tratamento de esgoto.

Esse não é o caso de moradores de domicílios com paredes reaproveitadas de tapumes, andaimes, embalagens e outros materiais, além de casas de taipa sem revestimento. Estão nessa situação cerca de 2,5 milhões de brasileiros. Assustador, o dado faz parte de pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os dados divulgados pelo instituto, outro que chama a atenção é que pessoas pretas e pardas são, proporcionalmente, maioria entre os residentes em domicílios com indicadores de precariedade.

Quando se olha para quem vive dentro das casas cujo material das paredes não conta com revestimento, o que se observa é a desigualdade por cor ou raça, segundo critérios utilizados pelo IBGE.

Vive neste tipo de domicílio 14,1% da população autodeclarada preta e 15,1% da parda. Entre brancos e amarelos, as proporções caem para 10% e 5,2%, respectivamente.

Também são sinais de precariedade a existência de mais de dois moradores por dormitório e a ausência de máquina de lavar roupas e de internet na habitação.

As moradias feitas com madeira reaproveitada e embalagem, também consideradas precárias, servem de lar para cerca de 285 mil pessoas no país, ou 0,1% da população. Ainda há aproximadamente 960 mil pessoas em habitações com outros materiais também considerados precários.

É uma população muito grande vivendo em situação precária. Por isso, políticas de habitação popular deveriam ser prioridade de todas as esferas de governo no país. Ter onde morar de forma digna é um dos primeiros passos para promover uma real inclusão social e o respeito que todos os seres humanos merecem.

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