Viña del Mar - Um parêntesis que durou 90 minutos circunscreveu o Brasil, ontem à tarde. Entre as sístoles e as diástoles, os corações ansiavam pelo gôl que não vinha. O primeiro tempo foi dramático. A taça de ouro fluidificava-se entre os dedos nacionais, enquanto os ‘‘canarinhos’’ agitavam as asas em Viña del Mar. Eram 11 homens e uma bola. Os espanhóis faziam alarde da ‘‘fúria’’ ibérica em campo, garantindo placar favorável. Pelas ruas de Londrina, passeava a muda agonia da torcida silenciosa e melancólica. Foram esquecidos geada e ‘‘papagaios’’. O frio importante era o que percorria as espinhas botocudas. O vencimento mais importante era o dos ponteiros do árbitro. ‘‘Zagalo corre pela linha de fundo, descobre Amarildo e lança para a área. Salta o meia e gôôôôôlll! Depois veio o segundo tento. Garrincha finta um, dois, três e levanta na área para o gol de cabeça do espetacular Amarildo’’. A consagração e ‘‘olés’’.

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