Não há valorização aos professores. No Brasil, é humilhante você fazer um curso para ganhar R$ 515, R$ 600, e saber que qualquer outra pessoa pode vir a ganhar mais, em outra profissão. Para completar: há uma espécie de política de inclusão, principalmente no ensino público, que obriga o professor, na verdade, a perder alguns poderes diante da sala de aula.
  Cito exemplo: o caso da professora que foi agredida, ano passado, e teve seu braço quebrado por um aluno. O aluno foi expulso, mas, no mesmo dia, incendiaram a sala de aula. Foram suspensos. Dias depois voltaram.
  Em síntese: quanto mais margem e liberdade dermos aos alunos e quanto menos obtivermos investimentos, mais vivenciaremos situações similares. O Brasil, que é segundo país em desigualdade social, só perdendo para Serra Leoa, citado por um sociólogo como uma ‘‘Belíndia’’, isto é, uma Bélgica em riqueza e uma Índia, na intensa desigualdade social, reflete todos esses aspectos na educação.

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