Brasil testa projeto da OMS para combater drogas
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domingo, 28 de abril de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Em uma consulta de rotina, dessas para fazer um check-up completo, seu médico perguntou com que frequência você costuma beber ou se já usou outras drogas? A pergunta pode parecer estranha à primeira vista, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) quer que os serviços de saúde adotem essa estratégia para fazer o diagnóstico precoce da dependência química.
O instrumento que permite detectar se o médico está diante de um dependente químico é um questionário, uma espécie de termômetro da dependência. As perguntas vão desde a frequência de uso dos vários tipos de drogas até se elas já chegaram a atrapalhar a vida da pessoa em algum aspecto. Ao final do questionário, o paciente recebe uma pontuação de acordo com suas respostas. É a pontuação que determina se a pessoa é dependente e precisa de tratamento.
Por enquanto, o modelo está em teste em sete países. O Brasil é um deles. EUA, Inglaterra, Tailândia, Índia, Austrália e Zimbábue são os outros seis. No Brasil, o projeto da OMS é desenvolvido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Universidade Federal do Paraná.
Na primeira fase de teste, cada país aplicou o questionário em 150 pessoas que procuraram os serviços de saúde. No próximo mês, começa a segunda etapa, com mil pessoas de cada nação. No Brasil, os pacientes serão recrutados em serviços de saúde da capital paulista e de Curitiba.


