Brasília - O presidente da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), Hélgio Trindade, disse ontem que até julho de 2007, o Brasil deverá ter o maior processo de avaliação da educação superior por prazos diferenciados já feito no mundo. Até essa data, mais de duas mil instituições farão a auto-avaliação. Trindade participa, no Conselho Nacional de Educação (CNE), da sétima reunião ordinária do Conaes, convocada para discutir a estratégia de implantação da auto-avaliação. As informações são da Agência Brasil.
  ‘‘O terceiro Exame Nacional de Avaliação de Desempenho dos Estudantes (Enade), que será realizado no ano que vem, cobre todos os cursos e todos os alunos teriam passado por esse exame numa primeira rodada’’, afirmou o presidente do Conaes. ‘‘Isso é importante porque o Provão, em oito anos, não conseguiu cobrir o conjunto dos cursos e nós vamos conseguir cobrir em três anos’’, acrescentou.
  De acordo com Hélgio Trindade, por meio de uma resolução da comissão, ficaram estabelecidos prazos diferenciados para o fim da auto-avaliação das instituições. A lei diz que a auto-avaliação tem que ser feita em um prazo de até dois anos. ‘‘Como temos grande diversidade de instituições com relação ao formato e ao número de alunos, consideramos que instituições com menos de 500 alunos, que são quase 50%, deveriam concluir o processo de auto-avaliação até 31 de agosto de 2005, quando se completa um ano do início da auto-avaliação’’, explicou.
  Dessa forma, a partir de setembro, a Conaes começa a fazer a avaliação externa dessas instituições. Em fevereiro de 2006 ocorre a segunda etapa, envolvendo as instituições que vão de 500 a 2 mil estudantes.
  Em seguida, é feito o processo de avaliação externa, acompanhado do relatório que a Conaes elabora. Trindade projeta para maio de 2006 a conclusão dos trabalhos com os resultados das instituições maiores, que têm entre 2 mil e 100 mil estudantes, como é o caso das privadas.

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