São Paulo – O Brasil é hoje o segundo colocado em número de incubadoras de empresas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Entretanto, enquanto nos EUA o crescimento no número de instituições desse tipo vem diminuindo, no Brasil o índice aumenta a cada ano. Pesquisa recém-divulgada pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (Anprotec) mostra que, em 2001, o volume de incubadoras cresceu 11%. Apesar do número positivo, o crescimento ficou abaixo do obtido em 2000, que chegou a 30%.
Foram pelo menos 15 novas instituições que entraram em operação no ano passado. Uma das mais recentes, inaugurada no início de dezembro, é a Incubadora de Empresas de Mauá, na Grande São Paulo. Foram investidos R$ 126 mil no projeto, que teve a participação da prefeitura do município, do Sebrae, da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC e da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI).
Doze empresas já foram selecionadas para ocupar o espaço de 1.700 metros quatrados. Segundo o vice-diretor acadêmico da FEI, Alessandro La Neve, o máximo de tempo que as empresas poderão permanecer na incubadora são três anos. ‘‘A expectativa é que elas consigam se desenvolver antes desse prazo. Assim, à medida em que haja mais espaço disponível, poderemos abrir novas vagas.’’
Esse, aliás, é o prazo médio de incubação de empresas, segundo a pesquisa da Anprotec. O estudo aponta que 48% das incubadas permanecem na instituição entre dois e três anos, enquanto 26% ficam no local até dois anos. Outros 21% só saem da incubadora no prazo de três a quatro anos, e apenas 5% delas ficam incubadas por mais de cinco anos.
A Anprotec ressalta que a queda no porcentual não significa que essas incubadoras estão sendo desativadas ou deixando de ser construídas. O que estaria ocorrendo seria um crecimento acelerado das incubadoras tradicionais. Em 1997, as entidades que atuam nessa área eram apenas 18%. Hoje, elas já representam 31%.
No final de novembro, foi inaugurado o Parque Tecnológico de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, planejado para abrigar empresas geradoras e usuárias de grandes tecnologias. Inicialmente, o local vai receber dez empresas da área de tecnologia da informação, voltada ao desenvolvimento de softwares, prestação de serviços de informática e fabricação de equipamentos para automação industrial e telecomunicações.
A Região Sul, segundo a pesquisa da Anprotec, é a maior responsável pelo crescimento no número de incubadoras no País, com a marca de 67% em 2001. Ao todo, a região conta com 60 incubadoras, ficando atrás apenas da Sudeste, que conta com 64 instituições. Em terceiro vem o Nordeste, com 21, seguida pela região Norte, com quatro, e Centro-Oeste, com apenas uma, localizada no Distrito Federal.

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