Os indicativos são de que o próximo presidente da República será ainda do PT ou do PSDB, não havendo vislumbre de alguma candidatura nova, de expressão. E foi sob o comando dos dois partidos oito anos pelo PSDB, seguido de outros quatro pelo PT que o Brasil foi governado nesta última década. Justamente o período em que, pelo estudo ora divulgado pela Confederação Nacional da Indústria, o Brasil cresceu menos que o resto do mundo. A entidade atribui o fraco desempenho ao baixo nível de investimentos. A ausência de políticas públicas pertinentes teve aí, certamente, um forte peso. Os governantes eram o tucano Fernando Henrique Cardoso e (como até agora) o petista Luiz Inácio Lula da Silva ou, PT e PSDB. Os mesmos. Com Lula reeleito, será o mesmo Lula; com Geraldo Alkmin (e sem tirar-lhe méritos), será FHC exercendo forte influência e indiretamente governando. Por analogia, é lícito imaginar que, com um ou com outro, serão mais dez anos de baixo crescimento. Como, para modificar tão crônica situação, serão necessárias reformas estruturais, e como tais reformas não foram feitas nos dez anos referidos e tanto se cobrou! as perspectivas se apresentam sombrias. A Confederação da Indústria aponta que há excesso de burocracia, lei trabalhista inadequada, ausência de crédito barato fatores, entre outros, que afastam investidores. Ocorre, ademais, que a classe empresarial não deposita confiança no Governo, e se depender de alguma solução revolucionária partida do futuro presidente da República para o Brasil dar um salto de qualidade, as promessas não são animadoras. O estudo agora divulgado revela que houve, nesse período FHC/Lula, um empobrecimento da população e que o Brasil perdeu importância na economia mundial. O produto interno bruto perdeu para os países da América Latina e para países emergentes, mas os governantes Fernando Henrique e Lula só proclamaram vitórias, e o atual diz e crê que nenhum outro, ao longo da história, foi melhor que ele. Diz ainda o estudo que se for mantido o crescimento registrado nos últmos dez anos, o Brasil demorará cem anos para dobrar o produto interno bruto. A oportunidade é de questionar se os demais partidos políticos, como os gigantes PMDB e PFL, não foram capazes, nesses anos, de produzir um político com estatura de concorrer, agora, à Presidência. Mesmo diante do marasmo governamental, que inibe investidores, a pesquisa da Confederação mostra que há, de parte dos cidadãos, uma expectativa otimista para o correr deste ano. Com crise ou sem crise, é sempre maior, com relação aos negativistas, o números dos que acreditam que as coisas irão melhorar.

mockup