Na sexta-feira, 22 de março, foi comemorado o Dia Mundial da Água. Nessa data, sempre é mencionada a importância de valorizar o uso racional da água, mas poucas pessoas têm a dimensão da necessidade de levar essa preocupação para além do discurso.

A Trata Brasil, uma organização da sociedade civil de interesse público (oscip) sediada em São Paulo, mantém projetos e pesquisas relativos à questão do saneamento no País. Alguns dos números levantados pela entidade são assustadores: do esgoto gerado no Brasil, apenas 37,9% recebe algum tipo de tratamento; nas 100 maiores cidades brasileiras, quase 7 milhões de habitantes não tinham em 2010 acesso a água potável; ao mesmo tempo, o consumo vem aumentando, e as grandes metrópoles estão precisando buscar mananciais cada vez mais distantes.

A região da Grande São Paulo, por exemplo, usa quatro vezes mais água do que tem disponível no seu território.

O presidente da Trata Brasil, Édison Carlos, alerta que o País precisará atender nos próximos anos a uma série de demandas relacionadas ao saneamento: descobrir novas fontes, melhorar o uso estratégico da água, combater a ineficiência na distribuição (a média nacional de perdas chegou a 36% em 2010) e o uso incorreto do cidadão.

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