Brasil, onde saúde pública não tem prioridade
O Brasil figura entre os países miseráveis onde o atendimento de saúde pública não tem prioridade, porque os governantes não dão a devida atenção a isso. Em todas as cidades é o mesmo drama. Os pobres, que não têm plano de saúde e dependem do serviço público, sofrem em longas filas de espera, para consultas e cirurgias. O Sistema Único de Saúde, cantado em verso e prosa pelo discurso governamental, tem péssimo desempenho funcional, embora a dedicação dos médicos, enfermeiros e demais atendentes pelos pacientes internados.
O que os veículos de comunicação têm mostrado com frequência é a demora de atendimento em unidades públicas de saúde e é o drama de hospitais superlotados e doentes sendo atendidos até nos corredores. O sofrimento é grande para essa gente, chegando a situações de desumanidade. O brasileiro já é um povo com elevado grau de mazelas sociais, que resultam em doenças. Por isso a pobreza exige mais empenho dos poderes públicos na causa da saúde.
Mas a atenção dos governos, na esfera federal, nos estados e municípios, tem sido primeiro para as próprias acomodações, que sustentam o empreguismo, em detrimento dos serviços essenciais. A pesada estrutura governamental nos escalões mais altos é mantida por gordas remunerações, assessorias de baixa operância, uso abusivo de veículos, levas de funcionários sem função útil e com salários altos enquanto há escassez de gente em serviços vitais e onde os ganhos são baixos, reformas constantes de instalações onde não é preciso, contrastando com péssimas condições de estabelecimentos públicos de saúde, e assim por diante. E os políticos estão pensando em criar mais vagas de vereador e também mais estados, dentro dos territórios de São Paulo, Minas, Bahia e Amazonas. Porque quanto mais postos públicos abertos mais se ampliará o leque de possibilidades de os políticos se manterem nos cargos e para os postulantes terem chance de ingresso nesse privilegiado círculo.
Quanto ao povo sofredor na fila dos atendimentos de saúde pública, que espere! Só aqueles que enfrentam tais dramas é que sabem. Os profissionais de atendimento também se angustiam diante desse quadro e perfilam no rol dos reivindicantes por melhores condições. Mas os governantes, insensíveis a esses dramas sociais, preocupam-se muito povo com as necessidades do povo.





