Brasil On Line - José Antonio Pedriali
O prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PPB), já está com o discurso pronto para ir ao ataque quando depor na CPI dos Precatórios. Seu depoimento está previsto para terça-feira. Pitta pretende bater forte no Banco Central que, segundo ele, usa dois pesos e duas medidas no trato com Estados e municípios. Os títulos estaduais, vai explicar o prefeito, têm cobertura total do BC, enquanto os dos municípios, somente 50%.
E ele?O presidente Fernando Henrique Cardoso espera que a substituição do líder de seu governo na Câmara, função agora ocupada por Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), desobstrua de vez os canais de entendimento com os deputados rebeldes da base aliada. Benito Gama (PFL-BA) não conseguiu aparar as arestas, e o vexame que os rebeldes impuseram ao governo na votação da emenda da reforma administrativa foi a gota dágua para que sua cabeça fosse posta a prêmio. Luís Eduardo, além de ser de confiança absoluta do presidente - e filho bem-amado do todo-poderoso Antônio Carlos Magalhães - tem, em relação ao líder deposto, muito mais poder de aglutinação e articulação. O primeiro teste do novo líder será já na próxima semana, quando serão submetidas à votação do plenário emendas consideradas vitais para o Planalto. Entre elas, os destaques finais da reforma administrativa e a nova Lei Geral de Telecomunicações, menina dos olhos do ministro das Comunicações, Sérgio Motta. Luís Eduardo terá de comprovar sua habilidade, pois muitos deputados da base aliada ameaçam se rebelar, pois a quebra da estabilidade do funcionalismo público, pedra-de-toque da reforma, vai seguramente fazer com que percam votos valiosos nas eleições do ano que vem. Mas o grande teste virá em poucas semanas, quando a Câmara votar a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal. Muitos deputados, tidos como fiéis ao governo até debaixo dágua, não estão dispostos a endossar a proposta do governo.Ao ataque





