Brasil: muitos chatos e poucos divertidos
Acompanhamos nesses últimos quatro anos a perda do diálogo e da discussão sadia e construtiva no Brasil. Um mundo cada vez mais centralizado no egoísmo dos interesses de seus respectivos grupos. Da direita à esquerda, as adjetivações e ofensas tomaram o espaço do debate público. O que fazer nesse instante? Valorizar o humano é um começo. Compreender que por trás de nossas roupagens políticas e ideológicas existem afetos. Em última instância, aceitar que essa selva chamada vida em sociedade pode ser uma pouco mais divertida. Sim, isso mesmo, o texto é um apelo por uma sociedade com menos chatos!
DENIEL MATEUS LADEIRA (especializando em Filosofia Política) – Londrina

Turismo na Rocinha
Vamos esclarecer algumas coisas. Alguém, em sã consciência, vai fazer turismo em uma área de guerra, tipo Oriente Médio ou alguns países africanos? Podem até ir, mas os guias de turismo não os levarão para "passear" no meio da área de conflito, ficarão nos lugares onde sabem que há maior segurança, monumentos, museus, etc. E até estes, às vezes, são atacados. No Rio de Janeiro, levam os turistas para o meio da linha de tiro, naquela que é considerada a maior favela do mundo. A Rocinha e os morros adjacentes estão em guerra, sim. Morre mais gente ali do que nas guerras oficiais de outros países. Quando saí de lá, em 1998, a insegurança foi um dos fatores principais que me levaram a deixar para trás a cidade onde nasci. De lá para cá, só piorou. Então, por que diachos um guia de turismo leva pessoas para lá?! Por que na novela aparece tudo bonitinho, os tiros nunca acertam a população? Ficção é uma coisa, realidade é outra. Será que alguém vai ser responsabilizado pelo que aconteceu à turista espanhola ou só os policiais? Eles agiram segundo as normas de guerra, pelo que sei. Pelas normas que valem em um território em guerra. Apenas isso. Infelizmente.
NINA CARDOSO (psicóloga carioca aposentada que virou londrinense) – Londrina

Golpe outra vez?
Recebi em casa (não deveria ter feito isso) dois agentes de seguros com agendamento prévio por telefone, a fim de atualizar seguro que tenho por ser funcionário público, embora já aposentado. Simples formalidade, disseram. E avisaram que nenhum novo lançamento ou aumento haveria nos lançamentos costumeiros do holerite da Paranaprevidência. Já no mês seguinte, apareceu débito. Não no holerite, mas na conta corrente no valor de R$ 134,17. Através da Caixa Econômica, descobri que o débito era proveniente da Associação Brasileira dos Servidores Públicos (Abraspe), sediada no Rio de Janeiro. Imediatamente, fiz contato com essa Associação desconhecida para mim. Fui informado de que meu nome não consta do cadastro. Ora, se não consta, para onde foi o dinheiro cobrado que não me foi devolvido? Solicitei à Caixa que bloqueasse tais cobranças, o que foi feito. Novamente, recebi telefonema dessa Associação (ou de alguém em nome dela), possivelmente querendo "atualizar" novamente os dados. Fica o alerta para todos, principalmente para quem tenha alguma relação com a Paranaprevidência. É possível que estejam usando o nome da Associação para abastecer outras contas.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) – Londrina

O sapo e o povo são iguais
O sapo quando colocado numa panela sob fogo com água na temperatura do seu habitat não percebe o aquecimento e o fervimento da água. Isso acontece porque o sapo fica acomodado com o aumento constante da temperatura da água vindo a morrer cozido. Analogicamente, podemos afirmar que o povo pela sua inércia, acomodação e apatia em relação à corrupção alastrada dos nossos políticos é responsável indireto pelos 60 mil assassinatos e a morte de 100 mil pessoas pobres nos hospitais públicos com infecção hospitalar todos os anos. Até quando vamos aceitar que o corrupto presidente da República compre os deputados federais e senadores com o dinheiro do povo para se livrar de um possível impeachment ou esse tomá lá dá cá dos senadores para livrar o corrupto Aécio Neves da perda do mandato? Brasileiros, além de sermos a maioria, temos a força do elefante e somos dominados por uma minoria de ratos. Vamos dar um basta nesta situação!
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Choro dos alemães
Engraçado, quando a Alemanha goleou o Brasil por 7 a 1 na Copa de 2014, no dia seguinte à derrota, os jornais alemães diziam não entender por que os jogadores brasileiros choraram em campo, demonstrando uma superioridade alemã. Essa empáfia desmoronou depois da vitória do Brasil sobre a Alemanha, pelo Mundial Sub-17, no último domingo. A superioridade do Brasil era gritante. Eles perderam só de 2 a 1 e já "abriram a boca" no final do jogo, imagine se tivessem levado de 7?
MÁRCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis

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