Brasil faz nova proposta para baratear remédios
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de fevereiro de 2003
France Presse 
O Brasil apresentou uma nova proposta de compromisso para desbloquear a discussão sobre o acesso a medicamentos a baixo preço para os países em vias de desenvolvimento. A idéia foi anunciada ontem, durante a conferência ministerial informal da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Tóquio.
Embora tenha confirmado esta iniciativa surpresa, o ministro brasileiro de Relações Exteriores, Celso Amorim, se negou a precisar seu conteúdo. As coisas estão ainda em fase de conversação e se der muitos detalhes, isso poderia colocar em perigo esta solução, disse Amorim.
Uma fonte européia assinalou que um grande país em desenvolvimento da América Latina se submeteu a um novo compromisso. Nós o apoiamos e esperamos que isto permita obter resultados positivos.
A dificuldade está relacionada com os países onde o mercado é muito pequeno ou cuja capacidade de produção de medicamentos é insuficiente. Tentamos encontrar uma fórmula que nos permita superar este problema sem pôr em perigo a integridade do acordo, o que é uma preocupação para os brasileiros, explicou Celso Amorim.
Este projeto de acordo, elaborado pelo presidente do grupo de trabalho, o mexicano Eduardo Perez Motta, se baseia no texto de dezembro passado, aceitado por todos os membros, com exceção dos Estados Unidos. Trata-se de permitir que os países pobres, que não contam com indústria farmacêutica, importem medicamentos genéricos a baixo custo, fabricados principalmente por certos países grandes, como Índia ou Brasil, em caso de epidemia ou de crise sanitária. Mas, segundo o ministro brasileiro, a declaração cria outros problemas. Nós propusemos uma outra fórmula, explicou.


