EDITORIAL -

Brasil continua entre os piores em educação


Folha de Londrina
Folha de Londrina

O desempenho dos alunos brasileiros de 15 anos em matemática, leitura e ciências teve uma leve melhora no ano passado, como apontou o Pisa, sigla em inglês para o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. É o principal ranking de educação do mundo, realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) desde o ano 2000.  

Os números mostraram que entre 2015 e 2018, os alunos brasileiros conseguiram aumentar em seis pontos o desempenho em questões de leitura (de 407 para 413), sete em matemática (de 377 para 384), além da alta de três pontos em ciências (de 401 para 404). Mesmo assim, o Brasil ocupa o 59º lugar do ranking geral do Pisa, que foi aplicado em 79 países. Os alunos chineses foram os melhores classificados.  



A avaliação é feita a cada três anos. Por aqui, ele foi aplicado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e respondido por 10.691 estudantes brasileiros de 15 anos, em 638 escolas. Participam os países membros da OCDE (as 36 economias mais avançadas do mundo) e outras nações convidadas, como é o caso do Brasil.  

O que revelam os dados do Pisa? Resumidamente: há uma enorme desigualdade entre os conhecimentos básicos dos brasileiros em relação aos adolescentes dos países mais desenvolvidos. O que mais chama atenção é que em cada 10 adolescentes brasileiros, quatro não conseguem identificar a ideia central de um texto. Também não conseguem ler gráficos, resolver problemas com números inteiros e entender experiências científicas simples.  

A pior posição do Brasil foi em matemática, chegando a 70ª colocação. Pouco mais de 30% dos estudantes brasileiros avaliados estão no nível considerado básico ou acima dele. Essa etapa inclui conseguir comparar distâncias entre duas rotas e converter preços em diferentes moedas.  

Qualquer gestor público elenca a educação como área prioritária, mas a realidade é bem diferente. Falar do mau desempenho do Brasil no Pisa parece notícia velha. A cada edição, o País patina e pouco avança. E a cada edição, especialistas elencam as soluções que poderiam ajudar a melhorar a educação nas escolas públicas, mas poucas ações são implementadas visando a superação dos déficits educacionais.  

Do presidente da República aos prefeitos dos quase 5.600 municípios, passando pelos governadores de Estados, todos os gestores públicos precisam se comprometer em tirar o Brasil da estagnação, caso contrário o futuro das novas gerações estará extremamente comprometido.  

 

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