As condições do Bosque Central de Londrina, que leva o nome do Marechal Cândido Rondon, são motivos de insatisfação entre os moradores e frequentadores do centro de Londrina há muito tempo. O mau cheiro e a insegurança são as principais queixas.

Até o fim do ano, a Câmara Municipal de Londrina espera colocar em pauta o projeto de lei que pretende transformar o bosque em praça. A proposta da atual gestão municipal é retirar um dispositivo proposto na lei de 2012 que alterou o local para APP (Área de Preservação Permanente).

O assunto, porém, pede amplo debate, tanto que uma audiência pública foi organizada pela Comissão de Políticas Públicas da Câmara e realizada recentemente.

O Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) tem um projeto arquitetônico que contempla o retorno dos caminhos originais de travessias, a retirada de parte da vegetação e nivelamento do antigo 'zerinho' com o bosque e novas luminárias e calçadas.

Segundo a Sema (Secretaria do Ambiente), qualquer tipo de intervenção no local depende da retirada do status de APP, incluindo soluções para o manejo dos pombos e de espécies de árvores que não são mais condizentes com o espaço urbano, como eucaliptos.

A Ong Mae (Meio Ambiente Equilibrado) tem um outro entendimento e coloca que não há qualquer impedimento do poder público em intervir no Bosque com a legislação atual, podendo ser feitos o manejo, cuidado e asseio do local, mesmo sendo área de preservação.

O tema é polêmico. Há muitos anos se espera por uma solução para o Bosque no que diz respeito à grande população de pombos que vive no local e também a insegurança que ele hoje representa para quem vive e trabalha nas proximidades. Há pressa, mas é preciso encontrar uma saída definitiva.

A maioria das cidades tem espaços públicos degradados, que acumulam sujeira e viram pontos onde bandidos praticam assaltos e traficam drogas. É uma pena porque mesmo sendo locais históricos e de beleza, os moradores acabam evitando até mesmo passar pelo lugar.

É importante que finalmente se busque uma solução efetiva para o Bosque. Mas não adianta realizar a maior e melhor obra de revitalização se o poder público não criar ferramentas para preservar e conscientizar a população em utilizar o espaço. Assim como não valerá o esforço se os moradores não abraçarem o projeto, cuidando e respeitando um local que é de todos.

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