Quando se analisa os números da economia é preciso um olhar sempre mais positivo. Como na informação divulgada pela Junta Comercial do Estado de que o Paraná anda na contramão do País e teve elevação nos pedidos de recuperação judicial. Apesar do crescimento de 23,25% nos pedidos de empresas para os acordos no pagamento das dívidas, o índice das que fecharam as portas caiu 31,46% no mesmo período.

Como sustenta o presidente do órgão, é um sinal de que as empresas com dificuldades financeiras conseguiram, com o apoio de seus credores, dar continuidade aos negócios, evitando também causar o fechamento de outras empresas, como as de seus fornecedores.

Outro fator que pode ter contribuído para o panorama do Estado no ano passado é o agravamento da crise econômica em 2016, considerado o mais traumático. Devido à morosidade dos processos, os reflexos se concentraram em 2017.

Um exemplo de pedido de recuperação judicial de empresas paranaenses no ano passado está na Região Metropolitana de Londrina. O grupo Seara (que não é ligado ao Grupo JBS), de Sertanópolis, com dívidas de R$ 2,7 bilhões, entrou com o pedido na Justiça no mês de abril. Com mais de 60 anos de atuação no agronegócio, a empresa ocupava lugar de destaque no País com unidades espalhadas no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Após um período de suspensão, o processo foi retomado em novembro do ano passado, e ainda este mês deve apresentar o plano de recuperação judicial, visando se reestruturar, liquidar as dívidas e novamente se posicionar no mercado.

No País, segundo dados da Boa Vista SCPC (Serviço de Proteção ao Crédito), no acumulado de 2017, houve redução de 23,7% nos pedidos de recuperação judicial; 18,9% de deferimento e 18,2% nos pedidos de falência. Os indicadores mostram ainda que o período de retração econômica, redução do consumo, restrição e encarecimento do crédito também está se encerrando, permitindo que as empresas comecem a apresentar sinais de mais força no mercado.

Para 2018, a aposta é para a continuidade na recuperação da economia e de melhora na situação de caixa das empresas. Criatividade e competência o empresariado tem de sobra.

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