Bons exemplos para refletirmos
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sábado, 10 de agosto de 2019
Folha de Londrina 
Dois episódios marcaram positivamente a semana. A generosidade de um serralheiro e a honestidade de uma idosa carente sensibilizaram e mostraram que ainda há esperanças de termos um mundo melhor.
Em tempos em que a disputa pelo poder, o dinheiro e a ostentação são tão evidentes e que não há limites para conseguir alcançar esses três itens, vem de quem mais precisa a mostra de que há outros valores mais importantes do que o financeiro.
Margarete Mormul, 47 anos, se viu obrigada a rifar o único patrimônio que tinha: um carro popular usado, para arcar com o tratamento de dois tumores na região do cérebro. Com um serviço de saúde deficitário no país, ela não tinha outra alternativa: viver ou manter seu patrimônio, que era também seu ganha-pão, já que ela vinha trabalhando como motorista de aplicativo. É aí que ela descobriu ao pé da letra o significado da palavra generosidade. Já operada e sem nenhuma sequela até o momento, procurou o ganhador da rifa para entregar as chaves de seu VW Vovage. O serralheiro aposentado que levou o prêmio o devolveu a Margarete, desejando a ela felicidades na segunda chance que ganhou de tocar a vida.
Em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), uma idosa encontrou R$ 6 mil em um cobertor que recebeu de doação da Campanha do Agasalho e devolveu o dinheiro. O caso ocorreu há algumas semanas, mas só se tornou público na quarta-feira (7). Jaqueline de Oliveira sobrevive a duras penas com R$ 998 do BPC (Benefício de Prestação Continuada). Em um país onde quadrilhas formadas por homens públicos eleitos pelo voto popular dilapidam os cofres públicos, ver um gesto desse, de uma pessoa pobre e necessitada não abrir mão de sua honestidade e sua honra é um tapa na cara de quem faz o caminho contrário. “Eu sou pobre, sempre trabalhei na casa dos outros. Não tenho aposentadoria. Eu pego as roupas da minha filha para usar. Eu nunca ganhei nada. Deus me dá força quando preciso e Ele me dizia que eu tinha que devolver esse dinheiro”, disse à reportagem da FOLHA.
Em tempos nebulosos, de intolerância e falta de amor ao próximo, que esses exemplos possam ser absorvidos para todos sermos pessoas melhores.
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