La Paz - Os industriais vitivinícolas da Bolívia pediram ontem o fechamento temporário da fronteira com a Argentina para reduzir o contrabando de vinho argentino para a região fronteiriça da Bolívia, que vem causando a redução dos preços dos produtos na região. ‘‘O contrabando massivo de vinho para Yacuiba (a 1 mil quilômetros de La Paz) vai causar graves prejuízos econômicos à indústria boliviana, que poderia levar inclusive algumas adegas à falência no departamento de Tarija (sul)’’, disse Luis Granier, membro da associação do setor.
Os vitivinícolas exigem que o governo boliviano tome medidas para impedir que os milhares de litros de vinho e de sidra argentinos que entraram ilegalmente na Bolívia cheguem ao mercado interno. O presidente da Câmara de Indústrias, Roberto Mustafá, mostrou-se favorável a uma intervenção militar para o controle da fronteira com a Argentina, ‘‘já que a polícia não dá conta de controlar o contrabando’’.
Segundo o gerente da Associação de Industriais Vitivinícolas, Amilcar Taboada, diariamente ingressam ilegalmente à Bolívia 150 mil litros de vinho argentino pela cidade de Yacuiba. A indústria vitivinícola boliviana gera cerca de 21 mil postos de trabalho. As adegas do país produzem até seis milhões de litros de vinho pr ano, vendidos principalmente no mercado nacional, gerando cerca de US$ 20 milhões em impostos à província de Tarija.

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