O professor de educação física da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Abdallah Achour Jr., mestre em atividade física e saúde pela Universidade de Santa Catarina e doutorando em biodinâmica do movimento humano pela Universidade de São Paulo (USP) conta com dois aliados para manter a postura e relaxar o corpo: uma bolinha de tênis e um pedaço de espuma. Quando está viajando, a bola é usada no encosto da poltrona para massagear a coluna. Nos pés, serve de antídoto contra o estresse. ''É só pisar sobre ela e deslizar toda a sola do pé'', ensina. Já o rolo de espuma colocado no chão é um excelente massageador de coluna. ''As pessoas precisam encontrar formas de se cuidar, de evitar que as dores cheguem e se instalem'', aconselha.
Autor de livros sobre alongamento e flexibilidade, o professor que costuma passar horas seguidas lendo e escrevendo, revela que encontrou outra forma de manter o corpo relaxado, a mente tranquila e reduzir o estresse. Há um ano recorre à meditação, usando uma técnica simples. Sentado, com a coluna ereta, entre um pensamento e outro ele procura esvaziar a mente, prestando atenção apenas na respiração. A sequencia a ser seguida é: inspirar, estufando a barriga, e expirar procurando relaxar, tendo como foco a respiração. ''Eu faço a meditação cada vez que percebo que estou cansado. Nessa pausa é possível renovar a energia para trabalhar melhor'', diz.
Abdallah Achour Jr. lembra que de nada adianta a pessoa fazer alongamento numa academia e depois passar o resto do dia numa postura inadequada. Por esse motivo, enfatiza, é necessário refletir sobre os atos e a forma como nos posicionamos no dia a dia. ''Tem gente que faz exercícios pensando só na parte estética. O ideal é exercitar-se pensando na saúde. A melhora estética deve vir como consequência'', preconiza.
Conforme o professor, todos os excessos cometidos ou a falta de atividade física não são sentidos no momento atual. ''Nosso corpo vai reclamar na meia idade, aos 35/40 anos, tudo aquilo que fizermos de excesso ou deixarmos de fazer corretamente. Vai reclamar com dor'', diz. O professor lembra que é preciso aprender a se soltar, a deixar o corpo o mais descontraído possível. E cita como exemplo a situação em que a pessoa leva um susto e depois que passa, ela solta um suspiro e relaxa. O professor conclui: ''O bom seria estar sempre atento para relaxar, soltar, descontrair''. A cada instante.

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