Boatos e falta de informações
A era digital garantiu grande agilidade às informações. Basta um simples fato acontecer que rapidamente ganha a internet, seja por meio de sites noticiosos, blogs ou redes sociais. Essa mudança na forma de comunicação é fator positivo porque torna o mundo mais interligado, mas há fatores extremamente negativos, como a ampla divulgação de fofocas e boatos. Histórias fantasiosas e não verdadeiras a respeito das pessoas ou de fatos simples sempre existiram, mas é preciso admitir que esse comportamento tem se tornado danoso à sociedade.
Que o digam os londrinenses. No último final de semana, em meio à onda de violência registrada em Londrina e região boatos circularam nas redes sociais e aplicativos de mensagens e contribuíram para instaurar o pânico na cidade. Tanto que na noite de sábado, muitas ruas da cidade ficaram vazias depois da divulgação de um suposto "toque de recolher" imposto pelo PCC, a principal facção criminosa do País. Também contribuiu para isso o silêncio das autoridades de segurança pública.
Ao invés de informar a população, a polícia preferiu o silêncio. Não divulgou nome das vítimas, ocupações, local e horário dos ataques. Tradicionalmente a imprensa tem acesso a essas informações, mas desta vez não foi o que ocorreu. Se a justificativa é para não prejudicar as investigações, é preciso salientar que a população se sente muito desamparada com essa medida. Tanto que até agora, não foi divulgado nenhuma prisão. Dessa forma, instaura-se um clima de insegurança ainda maior.
Mas informações falsas não param por aí. Há casos de saúde pública e contra pessoas públicas também igualmente graves. É preciso ter mais responsabilidade ao repassar conteúdos duvidosos. Buscar informações de fontes confiáveis também é uma importante conduta a ser adotada. No entanto, as autoridades também devem fazer a sua parte e esclarecer corretamente a população. A transparência é sempre a melhor estratégia a ser adotada.





