Os números ontem divulgados da recém-realizada Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina demonstram que o agronegócio progride, apesar de algumas adversidades que o produtor rural enfrenta no momento, como a quebra de safras motivada pela seca, a queda de preços, o aumento dos insumos e a variação cambial, que diminuiu ganhos nas exportações. O volume de negócios dessa feira, no geral, atingiu R$ 160 milhões um novo recorde segundo informa a Sociedade Rural do Paraná, que promove esse evento anual há quase meio século. O bom destaque foi dos leilões de reprodutores bovinos de raça. Esse desempenho demonstra firmeza no setor agropecuário, mesmo que ronde um certo desânimo em face dos efeitos causados pelos fatores apontados. Uma queda acentuada de vendas verificou-se no setor da maquinaria agrícola, que, pela mesma baixa no volume da produção, sofreu uma retração, não só na exposição mas algo que já vem de vários meses. Se as feiras agropecuárias são uma vitrina de produtos e um termômetro de negócios, os resultados financeiros do tradicional evento de Londrina demonstram que a atividade agropecuária vai ganhando robustez e se consolidando como marca do investimento brasileiro. A busca de atualização de conhecimento tecnológico, que reusulte em aumento da qualidade genética (no caso da pecuária) e da produtividade no setor da agricultura e das atividades agregadas, é um demonstrativo da confiança na continuidade do negócio. A boa frequência nos 39 eventos técnicos da feira mostrou o grau de interesse pela busca de melhoria, por parte dos produtores, o que na extensão resultará em melhor renda e em melhor qualidade de produtos, ademais quando se ampliam os portais para venda externa. O exigente mercado não só o internacional mas também o interno modificou sistemas e redirecionou comportamentos no setor do agronegócio, e os bons resultados têm sido visíveis, mesmo com os incidentes de percurso, que geram transtornos momentâneos e baixam o astral do produtor rural. Bastam chuva e sol no tempo certo e bom trato ao homem do campo, por via de políticas governamentais favoráveis, que ele responde generosamente. Mau aproveitamento do solo e bolsões de baixa produtividade ainda existem, porque o processo de avanço se instala progressivamente, mas a pesquisa se intensifica, mostrando os bons resultados, e o produtor rural vem cada vez mais absorvendo isso. Certo é que a agropecuária se expande e está produzindo com qualidade, até porque esta é uma inevitável tendência, sem risco de reversão.

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