Biofábrica da Unopar clona mudas de banana e ginseng
Uma parceria com a Universidade Agrária de Havana, em Cuba, trouxe para Londrina tecnologia para produzir mudas de bananeira livres de doenças, com rendimento até 40% maior e rápida multiplicação. Estas são as principais características da biotecnologia vegetal que está sendo desenvolvida pela Biofábrica instalada na Fazenda Experimental da Unopar (Universidade Norte do Paraná) em Tamarana, 60 quilômetros ao sul de Londrina.
A Biofábrica desenvolve pesquisas com três tipos de bananas (maçã, grande nanie e nanicão), com uma variedade de café (Iapar 59) e com plantas medicinais (capim-limão e gingseng) e ornamentais (orquídea).
Os resultados práticos já começam a aparecer na forma de mudas de banana maça de alta qualidade. Produtores da região estão usando essas mudas para substituir as plantações, que nos últimos anos vêm sendo arrasadas por uma doença conhecida como 'Mal do Panamá'. ''Bem cuidadas, essas novas bananeiras ficam vários anos sem contrair qualquer doença'', garante o pesquisador cubano Hector Vento Diaz, responsável pelo projeto.
Construída há três anos, a Biofábrica faz clonagem de plantas utilizando o processo de produção de mudas in vitro (dentro de vidros). Para produzir as mudas bastam fragmentos de qualquer órgão de uma planta.''Essas mudas são cópias fiéis da planta-mãe, com alta qualidade, totalmente liberadas de pragas e doenças'', explica o pesquisador. A clonagem vegetal tem outras vantagens: aumento da produtividade (o rendimento é até 40% maior), a rápida multiplicação de uma nova variedade e a possibilidade de se multiplicar plantas de difícil propagação sexual. Além disso a multiplicação não depende das condições externas (clima, fertilidade de solo, etc).
A Biofábrica também está produzindo mudas de ginseng para agricultores da região. O ginseng, planta originária do Sul do Brasil e famosa no mundo todo por suas propriedades energizantes, corre risco de extinção devido ao extrativismo descontrolado. O projeto de recuperação do ginseng está sendo acompanhado pela Emater e Secretaria de Agricultura de Londrina. P.F.





