Conforme Luiza Cruz, coordenadora do Prêmio Nacional de Qualidade de Vida (PNQV) da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), para entender a percepção da qualidade de vida no trabalho é preciso entender que qualidade de vida envolve vários aspectos, entre eles: ''a percepção de bem-estar: consigo mesmo, nos seus relacionamentos e nos ambientes onde vive, trabalha, frequenta. Qualidade de vida é algo que vai além do equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Trata-se de uma longa jornada, pautada na consciência de se ter e fazer um constante esforço para manter-se saudável e atingir o mais alto potencial de bem estar'', explica ela, emendando que, para se ter qualidade de vida o responsável é cada um de nós. ''Não podemos e não devemos delegá-la aos outros, pois é pautada em nossas ações e atitudes'', complementa.
Muitas empresas, de acordo com a especialista, começaram a entender que cuidar do bem-estar e da saúde integral de seus funcionários é fator de suma importância para que eles continuem motivados em seus trabalhos e se mantenham no seu mais alto nível de desempenho e produtividade. ''Nesse sentido, algumas organizações já desenvolvem iniciativas como a adoção do horário flexível, estimulando os colaboradores a irem para casa e a não prorrogarem a jornada diária até tão tarde; a reserva do último dia da semana, no período da tarde, para que os funcionários possam cuidar de suas vidas particulares; e a implementação de programas de qualidade de vida'', relaciona.

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